• Estamos no mês de junho e justamente no São João do ano passado nasceu Júlia, neta de uma amiga nossa Vera Lucia Magalhães. Vera gosta de meus cordéis e Júlia já nasceu minha fã. Para os amigos jamais falta inspiração. Agora que Júlia vai completar seu primeiro ano de vida, nossa amiga resolveu transformar o cordel em convite. Ficou bem original e compatível com a data. Resolvi então publica-lo com meus votos de muitas felicidades e uma longa vida repleta de realizações. Parabéns Júlia.

    I

    Entre São João e São Pedro

    Júlia chegou neste mundo

    Com fogueira e foguetão

    Recebeu amor profundo

    Da mamãe e do papai

    Desde o primeiro segundo

    II

    Já chegou botando banca

    Pedindo a bença a vovó

    Vera Lucia Magalhães

    Que era um sorriso só

    Já queria ter vestido

    Pra festa de Caicó

    III

    Com três dias de nascida

    Já pediu pra passear

    Tomar um banho de praia

    Depois sair pra dançar

    Um forró bem arrochado

    Até o dia raiar

    IV

    O papai de cara feia

    Achou muito inxirimento

    Foi logo dizendo não

    Ainda não era o momento

    Ela estava nos cueiros

    Já queria movimento

    V

    Vovó Vera prometeu

    Ensinar bem direitinho

    O português, o francês

    O espanhol bem rapidinho

    Italiano e inglês

    Alemão bem de mansinho

    VI

    Com tanto ensinamento

    Nas letras vai ser doutora

    Escritora poliglota

    Poetisa e tradutora

    Romancista de renome

    E do Nobel ganhadora

    VII

    Prefere a ecologia

    Cuidar do meio ambiente

    Morar em Rio do Fogo

    Que nem é frio nem quente

    Vento gerando energia

    E a vida seguindo em frente

    VIII

    Salvar a vida do mar

    Ter lagosta e camarão

    Caranguejo bem gordinho

    Para fazer refeição

    Um bom caldinho de ostra

    Ninguém é de ferro não

    IX

    Mas tudo muito certinho

    Dentro das regras do jogo

    Conservar o paraíso

    Que existe em Rio do fogo

    A qualidade de vida

    Essencial para o povo

    X

    Vai lembrar de Marcolino

    O poeta de cordel

    Que escreveu estes versos

    Olhando o azul de céu

    Quando você batizou-se

    Toda de branco e de véu.

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  • O Natal é especialmente representativo para mim. No Natal de 2009 sofri um grande susto, pois passei mal na hora da ceia e acabei internado por três dias em um hospital. Jamais esquecerei pois tudo na vida tem um profundo significado. O que aconteceu foi um alerta, e mais do que nunca, nessas horas é que sentimos como é bom viver. Agradeço às divinas forças que me ajudaram a sair da crise e reviver. Obrigado Senhor.

    I

    Pra sentir como a vida é preciosa

    É preciso sofrer um grande susto?

    Não concordo e também não acho justo

    Caminhar por estrada tortuosa

    Pois viver de uma forma harmoniosa

    É o jeito mais sábio e dadivoso

    Existir pelo modo virtuoso

    Valoriza este dom que Deus nos deu

    Que é real para o rico e o plebeu

    Pois viver, é em si, maravilhoso

    II

    Levo a vida comigo sem temores

    Pois aceito os ditames do destino

    Ao sofrer de um mal no intestino

    No Natal padeci de muitas dores

    O vermelho pintando as outras cores

    A chegar numa forte hemorragia

    Me levando a sofrer grande agonia

    Internado naquele nosocômio

    Que me fez perder peso e patrimônio

    Pra ganhar minha carta de alforria

    III

    Ao saber o valor da assistência

    Quase volto a sofrer internamento

    Pois a conta incluindo apartamento

    Me deixou em estado de dormência

    Paciente precisa paciência

    E sentir que a vida vale mais

    Vou avante, não vou olhar pra trás

    E tentar melhorar daqui pra frente

    Evitar sentir tudo novamente

    Mas passar pela dor, não quero mais.

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  • Às vezes o poeta se depara no dia-a-dia com situações inusitadas ou mesmo acontecimentos contemporâneos, tais como catástrofes, crendices e coisas do gênero. Depois do furacão Katrina, em uma roda de conversa alguém falou: “ puxa vida o mundo vai se acabar desse jeito e daí surgiu o mote. Vale lembrar no entanto, que nós estamos levando a natureza a dar o troco, com a nossa ignorância, não respeitando o meio ambiente e o equilíbrio de suas forças.

    ESTE MUNDO SE ACABA COM CERTEZA

    PELA ÁGUA, COM FOGO OU PELA TERRA

                                                                      I

    O vulcão vomitando a sua ira,

    Pelo chão sua lava incandescendente,

    Fogaréu com furor sem precedente,

    Transformando a floresta em grande pira

    Num incêndio que o mundo jamais vira

    Resultante da força que ele encerra

    Pouca gente sobrou depois da guerra

    Dessa força sem fim da natureza

    Este mundo se acaba com certeza

    Pela água, com fogo ou pela terra.

                         II

    Lá no mar começou um furacão

    Uma força voraz devastadora

    Batizado Josefa ou Aldenora

    Vai varrendo o que acha pelo chão

    Automóvel, trem bala ou caminhão

    Pela praia, no mar ou pela serra

    Não tem alvo difícil, ele não erra

    Soberano é mais rei que sua alteza

    Este mundo se acaba com certeza

    Pela água, com fogo ou pela terra.

                          III

    Um estrondo da terra treme o chão

     E o solo então se movimenta

    A estrutura das casas não agüenta

    Pois o ferro e o concreto são em vão

    Cai o prédio, a barragem e o pontilhão

    Chora o povo, com a dor que a luta encerra

    Os destroços desabam, tudo enterra

    Morre gente ao redor é só tristeza

    Este mundo se acaba com certeza

    Pela água, com fogo ou pela terra

     

     

     

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