• O amor de uma mãe pelo seu filho é insuperável. Não há palavras suficientes para descrevê-lo. Fiz esta poesia em homenagem a todas as mães deste mundo.

    I

    A pedra mais preciosa

    O metal mais valioso

    O quadro mais primoroso

    Ou a canção mais famosa

    A lua mais majestosa

    Que eu consigo lembrar

    Nem perto chega a passar

    Embora eu não desanime

    Amor de mãe é sublime

    Sem nada pra comparar

     II

    Maria pra nosso bem

    Gerou Jesus salvador

    Filho de Deus protetor

    Chegou ao mundo em Belém       

    Pregou em Jerusalém

    Na Galiléia e no mar

    Tentando o povo salvar

    Foi morto pelo regime

    Amor de mãe é sublime

    Sem nada pra comparar

     III

    Ela o viu apanhando

    Sem nada poder fazer

    Viu o seu filho morrer

    O chicote maltratando

    Com fé ficou esperando

    Seu filho ressuscitar

    As promessas renovar

    A esperança que redime

    Amor de mãe é sublime

    Sem nada pra comparar

     IV

    Por mais que o filho não preste

    A mãe nunca o abandona

    Mesmo os nascidos na zona

    A roupa dele ela veste

    Até no meio da peste

    Do filho ela vai cuidar

    Com o peito amamentar

    Sem que ninguém lhe ensine

    Amor de mãe é sublime

    Sem nada pra comparar

     V

    A seca lá no sertão

    No coração do Nordeste

    Maltrata o cabra da peste

    Que sai em busca de pão

    A mãe agüenta a pressão

    Com os filhos pra sustentar

    Só com a fé pra ajudar

    Sem ter ninguém que lhe estime

    Amor de mãe é sublime

    Sem nada pra comparar

     VI

    Da mãe é filho o rei

    Também é filho o poeta

    Sem contar que o atleta

    Também é filho que eu sei

    Com uma mulher me casei

    Para os meus filhos gerar

    Criar amar e educar

    Pra formar o melhor time

    Amor de mãe é sublime

    Sem nada pra comparar

     

    Tags: , ,

  • O soneto não é o meu forte, mas admiro muito os poetas que escrevem bem neste estilo. Mas, vamos escrevendo.

    AMAR COM PAIXÃO

     

    Um amor construído em base forte

    Modelado com arte, com ternura

    Dia a dia vivido com lisura

    Com respeito carinho e boa sorte

     

    Segue a reta do sul até o norte

    Temperado na luta e na bravura

    Convivendo sem medos, com doçura

    Viverá pela causa que importe

     

    Merecer e viver um grande amor

    Para todos os seres tem valia

    Deves crer e buscar que ele aparece

     

    E tratá-lo com jeito, maestria

    Que assim você terá o que merece

    Pra vivê-lo com paixão e com ardor

     

    Tags: ,

  • BIA e BELUGA
    BIA e BELUGA

    BELUGA – UM PROGNATA DO BARULHO

     I

    Beluga não é baleia

    Como se pode pensar

    É um buldogue manhoso

    Difícil de segurar

    Se a pessoa bobeia

    E vacilar, se aperreia

    Não pode se descuidar

     II

    O bicho é de raça pura

    Também é gordo e cagão

    Tem uma cara invocada

    Respira mal e é babão

    E com tanta qualidade

    Ronca com facilidade

    Inda por cima é peidão

     III

    Tem força como um trator

    Quando caga cisca em cima

    Derruba o lixo da casa

    Chega a dona desanima

    Mas tem a pegada forte

    Parece um leão do norte

    Morde embaixo e rasga em cima

    IV

    Começou na Inglaterra

    A fama desse durão

    Enfrentava touro bravo

    Raivoso como um trovão

    Pra evitar a chifrada

    Ia com a cara abaixada

    Botava o touro no chão

    V

    Isso há três séculos atrás

    Com os seus antepassados

    Quando a raça foi formada

    Com os cachorros treinados

    Lutando com touros bravos

    Gladiadores escravos

    De humanos desalmado

    VI

    Eram batalhas cruéis

    Que duravam muitas horas

    O touro é bicho valente

    Com raiva não se apavora

    Quando acertava a chifrada

    Cão com a barriga rasgada

    Botava os bofes de fora 

     VII

    Cachorro pegando touro

    Parece até que é demais

    Mas assim aconteceu

    Há muitos anos atrás

    Fazendo a fama da raça

    Que chegou e sentou praça

    Em duras lutas mortais

    VIII

    Beluga ganhou seu nome

    Porque nos lembra a baleia

    É branco, gordo e fofão

    Tem a cara muito feia

    Mas isso é padrão da raça

    Chama atenção onde passa

    Quando na rua passeia

     IX

    O baixinho é tenebroso

    Tem uma mordida potente

    Pegou um cão bem maior

    Quando atacou de repente

    Jogou o bicho no chão

    Quebrou o pé e a mão

    E duas filas de dente

    X

    Mas esse saiu barato

    Se puxar aos ancestrais

    Vai pegar boi pelo queixo

    Segurar não soltar mais

    Pois é um cão prognata

    Só descola quando mata

    E o bicho não mexe mais

    XI

    Mas não se pode negar

    Ele não é educado

    Bagunça por onde passa

    Deixa tudo esculhambado

    Não me pergunte os porquês

    Mas em bom pernambuquês

    Ele é amundiçado

    XII

    Mas como todo valente

    Ele tem um ponto fraco

    Pois a cachorra da casa

    É quem manda sem ter saco

    É valente e pequenina

    É lhasa e se chama Nina

    Porém garante o seu taco

    XIII

    Mas no frigir desses ovos

    Beluga é muito querido

    Só tem um ano de idade

    É valente e destemido

    Corre com força e com graça

    Mas a ninguém ameaça

    Embora seja aguerrido

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Tags: ,

  • GÊNEROS DA POESIA POPULAR – PARTE I – 13.09.2009
    A poesia popular através dos seus poetas e menestréis foi se aperfeiçoando ao longo dos séculos e é escrita hoje em dia de várias formas e estilos. De acordo com estudo publicado por Francisco Linhares e Otacílio Batista existem cerca de 36 modalidades.
    Entre as mais usadas está a Sextilha com rimas cruzadas. Ela teve origem na Oitava de Ariosto criada por Ludovico Ariosto que escreveu a obra Orlando Furioso no século XVI. A Oitava de Ariosto caiu em desuso, mas originou a sextilha usada pela maioria dos nossos poetas. A Oitava de Ariosto foi introduzida em Portugal por Sá de Miranda irmão de Mem de Sá. Este estilo foi utilizado por Camões para escrever a obra épica da língua portuguesa “Os Lusíadas”.
    Os Lusíadas – Canto I
    1
    As armas e os barões assinalados,
    Que da ocidental praia Lusitana,
    Por mares nunca de antes navegados,
    Passaram ainda além da Taprobana,
    Em perigos e guerras esforçados,
    Mais do que prometia a força humana,
    E entre gente remota edificaram
    Novo Reino, que tanto sublimaram;

    Nos Lusíadas os seis primeiros versos rimam entre si na seqüência “primeiro, terceiro e quinto” e “ segundo, quarto e sexto”. O sétimo rima com o oitavo, formando uma seqüência ABABABCC . Além disso têm a sexta e a décima sílaba tônicas.
    A sextilha é um dos estilos preferidos pelos cordelistas. A forma mais usada é a que os versos rimam na segunda, quarta e sexta linhas e têm a sétima sílaba tônica, é o chamado estilo aberto, pois os versos da primeira, terceira e quinta linha não rimam entre si.
    Ex. Estrofe do cordel Zé Soares e a Caçada das Onças de Mestre Marcolino:
    A mata era perigosa
    Pro cristão e pro ateu
    Pois lá tinha muita onça
    Muita cotia e cuteu
    Jacaré e cobra d’água
    Vacilou bicho comeu

    Tags: ,