• Depois de 40 anos de casados, muito amor e muita prosa, por tradição não podem faltar os versos. Comemoramos com parentes e amigos no último dia 03/12/16 em Natal/RN onde moramos. Eu Mestre Marcolino e minha fiel escudeira e companheira Ângela Venturinha.

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    BODAS DE ESMERALDA – 40 ANOS DE CASADOS

     

    I

    Quarenta anos se foram

    Eu com você ao meu lado

    É sorte pra pouca gente

    Merece ser bem lembrado

    Com muita festa e alegria

    Muita conversa e poesia

    Momento bem festejado

    II

    Vêm amigos de Natal

    Paraíba e Pernambuco

    Queria a banda de Pífanos

    Uma salva de trabucos

    Sarapatel com cachaça

    Champanhe tomado em taça

    E pirão de osso buco

    III

    Conosco estarão presentes

    Umas quatro gerações

    O decano é tio Doca

    Cunhado de minha mãe

    Pois era irmão de papai

    Com ele não tem mas, mais

    Bisavô com muitos fãs

    IV

    Estamos muito felizes

    Pois tia Ivonete veio

    Tia Inês também presente

    Assim nada fica feio

    São duas tias queridas

    Presentes nas nossas vidas

    Nos servindo de esteio

    V

    Para uma festa completa

    De bodas de Esmeralda

    Não podem faltar os filhos

    Os netos e a parentada

    Irmãos, primos e cunhados

    Compadres e agregados

    Os amigos de jornada

    VI

    Com tanto tempo de casa

    Parece fácil fazer

    Uma festa pros amigos

    Preparar e receber

    Mas não se engane menino

    Tô com a cabeça zunindo

    Do trabalho de fazer

    VII

    Começa com o cardápio

    O que fazer pra comer?

    Pois festa só com conversa

    Ninguém faz por merecer

    Pra segurar o assunto

    Manter todo mundo junto

    Tem que comer e beber

    VIII

    Na tradição da família

    Receber bem é de praxe

    Para isso o regabofes

    Tem que ser bom e de classe

    Uma comida gostosa

    Com uma deliciosa

    Sobremesa de repasse

    IX

    Depois de muito pensar

    Estudar as opções

    De carne assada a filé

    Com salada e melões

    Depois de muito zumbido

    E atendendo a pedidos

    Ficamos com os feijões

    X

    A feijoada famosa

    Que já serviu tantas mesas

    Foi primeira na escolha

    De quem conhece a proeza

    De uma soma de sabores

    Com perfumados odores

    Satisfação com certeza

    XI

    Vindo bem acompanhada

    De uma boa farofinha

    Um arroz bem preparado

    E uma pimenta quentinha

    É um prazer infinito

    Tudo fica mais bonito

    Só falta uma cachacinha

    XII

    Tem uma couve à mineira

    Um caldinho elaborado

    Tem vinagrete fresquinho

    Um tempero aprimorado

    Tudo pra satisfazer

    Comer e a barriga encher

    E sair bem saciado

    XIII

    Tem bolo, tem sobremesa

    Cantador com violão

    Musicando nossa festa

    Com força e inspiração

    Pois recordar é viver

    A vida é um renascer

    Na poesia da canção

    XIV

    Nas lembranças dessas bodas

    No tempo que se passou

    Tem cartas, tem bilhetinhos

    Muita fé, muito fervor

    Convite de casamento

    Um registro dos momentos

    De nossa história de amor

    XV

    Lembro dos tempos no Vale

    Dos anos em Petrolina

    Que nos deu muito aperreio

    Demos a volta por cima

    E trouxemos na bagagem

    Os momentos de coragem

    E o saber que a vida ensina

    XVI

    No sertão do São Francisco

    Fizemos grande amizade

    Com Rosalvo e com Goret

    Criamos uma irmandade

    Rafael, Maíra e Neto (s)

    O time fica completo

    É pura felicidade

    XVII

    Os primeiros quinze anos

    Lá no Recife vivemos

    Lá nasceram nossos filhos

    E a todos muito queremos

    Oh Pernambuco querido

    Foi um tempo bem vivido

    Que jamais esqueceremos

    XVIII

    Foi pelas mãos do destino

    Que viemos para Natal

    Pois recebi um convite

    No campo profissional

    Pensei em passar dois anos

    A vida mudou os planos

    Fiquei nesta capital

    XIX

    Lá se vão quatorze anos

    Nesta terra potiguar

    Fizemos novos amigos

    Temos o que festejar

    Morar aqui é gostoso

    É um povo carinhoso

    Oh lugar bom de morar

    XX

    Mas, sempre falta um pedaço

    Pra festa ficar completa

    Os nossos pais já se foram

    Aí a saudade aperta

    Forjaram nossos valores

    Nos deram tempos e amores

    Para uma vida repleta

    XXI

    Nós também sentimos falta

    Dos filhos no dia-a-dia

    Dos netos então nem se fala

    Chega a dar uma agonia

    Queremos ficar mais perto

    Um dia isso vai dar certo

    Então é só alegria.

    XXII

    Bianca, Marcel e Lucas

    São nossos filhos queridos

    Com Nara e Mariana

    Formam um time aguerrido

    Já nos deram quatro netos

    E pra nós é firme e certo

    Que não tem um preferido

    XXIII

    Nara e Marcel nos deram

    Dois homens, João e Tomaz

    Bianca nos deu Vicente

    Que já é quase um rapaz

    De Mari e Lucas, Aurora

    Que é linda até quando chora

    E já sabe falar papai.

    XXIV

    Vovô Marcos, Vovó Ângela

    Venturinha e Marcolino

    Caminhado lado a lado

    E a vida lhes sorrindo

    É um amor de verdade

    Com carinho, sem maldade

    Por isso o amor é lindo

    XXV

    Aos meus irmãos e cunhadas

    Aos nossos primos e  primas

    Aos tios e tias queridas

    E que não me falte rima

    O nosso abraço apertado

    Com nosso muito obrigado

    Nossa festa não termina

    XXVI

    Para encerrar me despeço

    Do nosso grupo de amigos

    Que aqui estavam presentes

    A quem a todos bendigo

    São parte dessa alegria

    Na prosa e na poesia

    E isso eu afirmo e digo.

    Natal 03 de dezembro de 2016

    MESTRE MARCOLINO

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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  • Fiz este cordel para homenagear a minha esposa Angela no seu aniversário em 23 de abril. Foi impresso e distribuído. Agora aproveito o dia das Mães para estender a minha homenagem a ela e dar conhecimento ao mundo de quanto a amo. Feliz dia das mães Venturinha.

    I

    Amigos aqui presentes

    Neste solene momento

    O que aqui vou contar

    Com profundo sentimento

    É uma história de vida

    E seus acontecimentos

    II

    Nascida em cinquenta e quatro

    A vinte e três de abril

    No solo pernambucano

    Terra de encantos mil

    Num quartel de infantaria

    Orgulho deste Brasil

    III

    Era dia de São Jorge

    E ela chegou sorrindo

    Pois teria a proteção

    De santo muito bem-vindo

    Recebeu nome de anjo

    Tinha um mundo se abrindo

    IV

    Cresceu, teve boa infância

    Arranjou muitas amigas

    Ficou fã do Rei Roberto

    Ouvindo suas cantigas

    Que a todo mundo encanta

    E faz sumir as fadigas

    V

    A festa de 15 anos

    Foi marcante em sua vida

    Já não era tão menina

    Era uma moça aguerrida

    Que jogava e estudava

    Se preparando pra vida

    VI

    Entre o estudo e o esporte

    Gostava mais do segundo

    Pois era mais divertido

    E agradava a todo mundo

    Estudar era dureza

    Pedia esforço profundo

    VII

    Entre os quinze e dezenove

    Começou a namorar

    Um aqui, um outro ali

    Sem com ninguém se firmar

    Aí conheceu o sapo

    Que resolveu segurar

    VIII

    O sapo nem sempre vira

    O príncipe que se sonhou

    Esperou mais de mil dias

    E o bicho não mudou

    Caiu na realidade

    E o encanto acabou

    IX

    O que provocou tal fato?

    Namoro virou noivado

    A festa tava prevista

    Tinha peru engordado

    E antes que de repente

    O sonho tinha acabado

    X

    Nossa princesa moderna

    Começou a trabalhar

    Porque princesa de hoje

    Não fica em casa a bordar

    Viu um mundo diferente

    E resolveu acordar

    XI

    Pouco depois no trabalho

    Sentiu o mundo girar

    De repente viu o príncipe

    Como chegara a sonhar

    A paixão aconteceu

    Não deu para segurar

    XII

    Como uma boa princesa

    Preocupou-se na hora

    O que é que eu vou fazer

    Pra jogar o sapo fora

    Para pedir proteção

    Rezou pra Nossa Senhora

    XIII

    Não foi uma coisa rápida

    Como era de se esperar

    Pra desmanchar compromisso

    O certo é negociar

    Ter apoio da família

    E o assunto encerrar

    XIV

    A assim se sucedeu

    Naquele mês de Santana

    O anjo encontrou seu príncipe

    Que era um rapaz bacana

    Sabia como agradar

    E dizer sempre que ama

    XV

    Então foram namorando

    Nos três anos que seguiram

    Perto das mil e uma noites

    Eles então decidiram

    Juntar os panos de bunda

    Pra vida juntos partiram

    XVI

    Partiram para vida a dois

    Um casal apaixonado

    Construindo uma família

    Educando lado a lado

    Com respeito e com carinho

    Três guris energizados

    XVII

    Dois homens e uma mulher

    Três elos nas suas vidas

    Filhos gerados do amor

    Uma família querida

    Que unida é sempre forte

    E terão sempre guarida

    XVIII

    A missão não está cumprida

    Pois agora recomeça

    Primeiros netos estão vindo

    Ela os esperou sem pressa

    Como avó já está amando

    Neste caso é ré confessa

    XIX

    A vida foi generosa

    Para a nossa cinderela

    Pois tem saúde de ferro

    E cachorra na janela

    E quando junta os amigos

    Feijoada na panela

    XX

    Trinta e seis anos passados

    Depois do sim no casório

    É a dengosa de sempre

    Que reza no oratório

    E sempre que pode pede

    Pra não faltar repertório

    XXI

    Repertório de palavras

    Pra repetir que me ama

    Se me esquecer de dizer

    Não deixa passar, reclama

    Pois se cansar de fazer

    Vai dormir fora da cama

    XXII

    Sonha em se aposentar

    Receber seu numerário

    Pra sentir mais segurança

    Não depender do salário

    Que hoje ela não recebe

    Pelo trabalho diário

    XXIII

    Continua muito amada

    Mesmo às vezes duvidando

    Porque mesmo com a idade

    Tem ciúmes quando em quando

    Acha que seu velho príncipe

    Às vezes ainda é malandro

    XXIV

    Esta artista tão prendada

    Sempre sempre está criando

    Ora o trabalho é tecido

    Ora é feito costurando

    E agora pra variar

    Está pintando e bordando

    XXV

    O poeta está feliz

    Por conviver todo dia

    Ela ausente só faz falta

    Lhe deixa sem alegria

    Fica com falta de ar

    Chora de noite e de dia

    XXVI

    O tempo passou depressa

    Vencemos com paciência

    O sucesso conquistamos

    Com a nossa eficiência

    De ver a vida do lado

    Que aposta na decência

    XXVII

    Que mais eu posso dizer?

    Dessa mulher tão prendada

    Que quando anda de fusca

    Encanta a rapaziada

    Então fico com ciúmes

    E com a cara amarrada

    XXVIII

    É uma história bonita

    Vivida sem desengano

    Cada dia que se passa

    Cada mês e cada ano

    Seja aqui no Rio Grande

    Ou no chão pernambucano

    XXIX

    Ângela fiz para você

    Esta homenagem devida

    Pois aqui ou Japão

    Você é a preferida

    Dona do meu coração

    A mulher da minha vida.

    Natal, 23 de abril de 2012.

    Por Mestre Marcolino

     

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  • Nando: Quem tem um amigo nunca está sozinho. Você sempre foi um amigo, um irmão. Mesmo quando tivemos que nos afastar por razões profissionais e familiares, continuamos amigos. Hoje aos sessenta, inicia o terceiro trinta. Saúde e felicidades. Um grande abraço.

    I

    PRIMO NANDO FEZ SESSENTA

    COM A FAMÍLIA COMEMORA

    O TEMPO PASSOU DEPRESSA

    POIS A VIDA NÃO DEMORA

    TEM QUE PRESTAR ATENÇÃO

    PRA NÃO PERDER A RAZÃO

    E PARTIR ANTES DA HORA

                                   II

    HOJE COMEÇA A VELHICE

    NA IDADE CRONOLÓGICA

    MAS NA CABEÇA DE NANDO

    A VELHICE NÃO TEM LÓGICA

    POR ISSO AINDA É MENINO

    DIZ QUE AINDA TOCA O SINO

    COM HARMONIA MELÓDICA

    III

    FOI UM MOLEQUE TRAVESSO

    NOS TEMPOS DE MENINÃO

    VIA FILME DE CAUBÓI

    ZORRO E O HERÓI DO SERTÃO

    MAS JÁ NA ADOLESCÊNCIA

    RECEBIA A INFLUÊNCIA

    DO XAXADO E DO BAIÃO

                                   IV

    NAS FESTAS DE FIM DE ANO

    IA NAMORAR NA PRAÇA

    EM SANTA RITA ERA REI

    NADA DEIXAVA DE GRAÇA

    DEPOIS DE SARRABULHAR

    IA LÁ PRAS POPULAR

    TREINAR PARA SENTAR PRAÇA

                    V

    AS MENINAS JÁ SABIAM

    QUEM ERA O BODE DALI

    FICAVAM TUDO ASSANHADA

    FLERTANDO E QUERENDO RIR

    JÁ PENSANDO NO DINHEIRO

    IAM SENTANDO O TRASEIRO

    JÁ ESPERANDO ELE AGIR

    VI

    O MOÇO ERA CONHECIDO

    TAMBÉM GOSTAVA DE CANA

    SE TIVESSE JURUBEBA

    SATISFAZIA O BACANA

    MAS SE A VERDADE DESEJA

    DESSE UMA BOA CERVEJA

    QUE ESSA LOURA ELE AMA

                                   VII

    QUANDO VINHA O CARNAVAL

    OITO DIAS FARREAVA

    ERA DO BLOCO ANIMADO

    DA FOLIA NÃO ARREDAVA

    NEM PRA COMER UM PIRÃO

    NEM SANDUICHE NEM PÃO

    SÓ A MARVARDA ENTORNAVA

                                   VIII

    PASSOU NO VESTIBULAR

    FOI CURSAR A FACULDADE

    JÁ NAMORAVA COM NUCA

    DESDE DEZ ANOS DE IDADE

    JÁ FALAVA EM SE CASAR

    PRA SEIS MENINOS CRIAR

    JUNTO COM SUA BELDADE

                                   IX

    SEGUIU EM FRENTE NA VIDA

    ESTUDANDO E APRENDENDO

    CONCLUIU E SE FORMOU

    E ASSIM FOI SE FAZENDO

    ASSUMIU SEU MINISTÉRIO

    ABRAÇANDO O MAGISTÉRIO

    UM MESTRE ENTÃO FOI NASCENDO

                                   X

    CASOU E VIERAM OS FILHOS

    QUE FOI COM NUCA CRIANDO

    E LÁ NA ACADEMIA

    CONTINUAVA ENSINANDO

    LEVAVA O CONHECIMENTO

    E COM PLENO SENTIMENTO

    AS TURMAS IA FORMANDO

                                   XI

    ASSIM OS ANOS PASSARAM

    CUMPRIU A META E PAROU

    E COMO BOM BRASILEIRO

    FEZ JUS E SE APOSENTOU

    DIZ QUE HOJE SÓ NAMORA

    FAZ AMOR A TODA HORA

    PRA ISSO NÃO DESCANSOU

                                   XII

    O CABRA É BOM PEGADOR

     PERGUNTE A QUEM O CONHECE

    PEGA TOSSE E RESFRIADO

    DE VEZ EM QUANDO ADOECE

    TEM FEBRE E DOR DE CABEÇA

    E PARA QUE NÃO ESQUEÇA

    QUANDO TEM FEBRE AMOLECE

                             XIII

    MAS DIZ QUE É NAMORADOR

    QUE NUNCA FALHA EM SERVIÇO

    NÃO É A TOA QUE É QUÍMICO

    SABE FAZER O FEITIÇO

    PEGA UM COMPRIMIDO AZUL

    NEM PRECISA FICAR NÚ

    QUE APRONTA UM REBULIÇO

                                   XIV

    MAS BRINCADEIRAS A PARTE

    VOCÊ LUTOU E VENCEU

    DESEJO FELICIDADES

    E O MELHOR QUE PROMETEU

    SIGA VIVENDO O PRESENTE

    ESTEJA SEMPRE CONTENTE

    PORQUE VOCÊ MERECEU

     

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  • É isso. Hoje no dia do poeta, cabe-me lembrar alguns cordéis feitos para datas especiais. Um deles é o que homenageou nossa matriarca nos seus jovens 87 anos. Vale relembrar e compartilhar com todos.

    I

    No ano de vinte e dois

    Com a benção do Salvador

    Nasceu Lourdinha Veloso

    Moça de grande valor

    Em onze de fevereiro

    Chegou, gostou e ficou

     II

    Chegou lá na Paraíba

    Na terra de Santa Rita

    Família de boa cepa

    Nobreza que não se imita

    Com dois meses de idade

    Já tinha laço de fita

     III

    O papai era Colombo

    A mamãe era Nevinha

    Com muito jeito e carinho

    Conduziram a garotinha

    Educando e preparando

    Pra quando fosse mocinha

     IV

    A menina ficou moça

    A beleza floresceu

    Começou a trabalhar

    A competência cresceu

    Já queria namorar

    E então aconteceu

     V

    Apareceu um rapaz

    Que vinha da construção

    Das obras do aeroporto

    Que estava em execução

    Sujeito de boa pinta

    De nome Napoleão

     VI

    Nascera no Seridó

    Lá na terra potiguar

    O pai era Pedro Dias

    Um ferreiro singular

    E Dona Ana Fernandes

    Era uma mãe exemplar

    VII

    O pai que era fazendeiro

    Também tinha ferraria

    Fazia foice e facão

    E peça de montaria

    Só não fazia o cavalo

    Porque a égua corria

    VIII

    Começaram a namorar

    E o amor fez efeito

    Escolheu Napoleão

    Para ser o seu eleito

    Então em quarenta e sete

    O casamento foi feito

    IX

    Depois de vãs tentativas

    Chegou mestre Marcolino

    Foi o primeiro da prole

    É  um cabra genuíno

    Madeira de dar em doido

    Cordelista nordestino

    X

    Veio a primeira Maria

    Pra ser Auxiliadora

    A gente chama de Têca

    Tem uns que chamam de Dora

    Estudou pedagogia

    Mas não quis ser professora

    XI

    Veio o terceiro rebento

    Com o nome do avô

    Foi o Pedro Dias Neto

    Papai amou com fervor

    Pois lembrava o velho dele

    Que morava com o Senhor

    XII

    Na capital potiguar

    No bairro do Alecrim

    Nasceu Fernando José

    O quarto depois de mim

    Enquanto o quinto já vinha

    Juntando todos assim

    XIII

    O quinto da grande prole

    Também nasceu em Natal

    Lá no bairro do Tirol

    Dessa linda capital

    Maternidade São Lucas

    Nasceu de parto normal

    XIV

    Batizou-se como Ueliton

    Pra gente virou Tonton

    Vivia bem humorado

    Gostava muito de Ron

    Partiu em noventa e oito

    Era um cara muito bom

    XV

    Nasceu a Lucia de Fátima

    Era a segunda Maria

    Chegou depois de Tonton

    Pra morar na freguesia

    Era a sexta que chegava

    Pra aumentar a dinastia

     XVI

    Não dava tempo crescer

    Nem a barriga murchar

    Pois o pai Napoleão

    Não deixava descansar

    Nem bem desmamava um

    Mamãe voltava a embuchar

    XVII

    Nem bem tirou o resguardo

    A mãe emprenhou de novo

    Veio a terceira Maria

    Pra se juntar com o povo

    Dessa vez Maria Célia

    Começou tudo de novo

    XVIII

    O tempo passou depressa

    Não completou nem três anos

    O veio ajeitou a veia

    Ali debaixo dos panos

    Preparou Maria Monica

    Pra se juntar aos seus manos

     XIX

    O grupo estava completo

    Nesta terra tropical

    Nasceu três em João Pessoa

    E outros três em Natal

    Dois são lá de Caicó

    Nesta turma sem igual

     XX

    Então se multiplicaram

    Neste Brasil federal

    Com genros noras e netos

    Numa história sem igual

    A turma ficou bem grande

    Tudo a partir de um casal

     XI

    Era um casal de outros tempos

    Que hoje não existe mais

    Pois pra criar oito filhos

    Já não tem gente capaz

    De agüentar a parada

    Pois é difícil demais

     XXII

    Pense num cabra disposto

    Era o pai Napoleão

    Criou-se comendo bode

    Com arroz tripa e feijão

    Mel de furo e rapadura

    E raspa de requeijão

     XXIII

    Só assim é que se explica

    Ter tanta disposição

    Um menino atrás do outro

    No carnaval e São João

    Num tinha folga de dia

    Pra fazer reprodução

     XXIV

    A verdadeira heroína

    É a Lourdinha Veloso

    Que está ai até hoje

    Pra conduzir o seu povo

    Cada vez que nasce um

    Começa tudo de novo

      XXV

    Pra confirmar essa história

    Tem um parido recente

    Lá em terras da Europa

    Onde vai ser residente

    E quem sabe no futuro

    Vai se eleger presidente

     XXVI

    Hoje faz oitenta e sete

    E aqui se comemora

    Com filhos netos e genros

    Com irmãs primas e noras

    Pois uma data como essa

    Não se tem a toda hora

     XXVII

    O poeta se despede

    Nesse momento sublime

    Que pela sua grandeza

    A esperança redime

    Que essa festa se repita

    Sem que ninguém desanime

     XXVIII

    Lourdinha em dois mil e dez

    Vai fazer oitenta e oito

    Convidamos todo mundo

    Até dois mil e dezoito

    Pra comemorar o dia

    Com feijoada e biscoito

     

     

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  • BIA: Gostaria de poder encontrá-la todos os dias. Mesmo não sendo possível pessoalmente, mas em espírito estou sempre com você. Você merece tudo de bom e eu quis registrar neste martelo a minha certeza na sua vitória na busca de seus objetivos, tanto profissionais, quanto pessoais. Creia sempre em você e no amor. Deus lhe abençoe e proteja sempre.

    I

    Eu me lembro você bem pequenina

    Eu cantava a canção do Caetano

    Assistí seu crescer a cada ano

    Se tornar uma jovem leonina

    Perna longa, bem reta feminina

    Para mim será sempre uma princesa

    Com seu porte, seu charme e beleza

    Se destaca com fibra nordestina

    E na luta tem fé, não desanima

    Na vitória acredita com certeza

    II

    Ser feliz é o que todos nós queremos

    E você certamente assim será

    Pois merece alguém para lhe amar

    Um amor tipo unidos venceremos

    Com doçura, com paz e nada menos

    Que uma vida feliz e prazerosa

    Um moleque e uma filha bem dengosa

    E o vovô vai ficar muito contente

    A vovó vai sorrir intensamente

    E a família ficará mais numerosa

    III

    Sei que o tempo parece demorado

    Mas tem hora pra tudo acontecer

    Siga em frente lutando pra vencer

    Que o esforço será recompensado

    O que espera irá ser alcançado

    Com certeza, é só ter paciência

    Que o esforço somado à eficiência

    Levará brevemente a vitória

    Reescrevendo então a sua história

    De uma luta pautada na decência

     

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  • Este martelo foi feito para registrar o namoro de meu filho Lucas com sua amada Mariana. Ele deu o Mote e depois de alguns ajustes ficou assim:

    CONSEGUIR NAMORADA IGUAL A MINHA

    SÓ COM BÊNÇÃO, COM SORTE E PACIÊNCIA

    I

    Já andei, já corri por este mundo

    Procurando um amor bem verdadeiro,

    Pra amar sem limites, por inteiro

    Para ser dentre todos, o mais profundo

    O maior, mais sincero, o mais fecundo

    Da pureza nascido na essência

    Construído  com calma, com decência

    Com a certeza  que um dia ele vinha

     CONSEGUIR NAMORADA IGUAL A MINHA

    SÓ COM BÊNÇÃO, COM SORTE E PACIÊNCIA

    II

    Conheci uma moça em Jacobina

    Já pensei que ia ser minha princesa

    Preparei bem ligeiro cama e mesa

    Planejei me casar com a menina

    Não deu certo voltei pra Petrolina

    Decidi apostar na eficiência

    Fui treinar aprender essa ciência

    Para amar em Recife ou na Redinha

    CONSEGUIR NAMORADA IGUAL A MINHA

    SÓ COM BÊNÇÃO, COM SORTE E PACIÊNCIA

     III

    Fui dançar um forró em Cabrobó

     No distante sertão pernambucano

    Numa festa que lá tem todo ano

    Festejando a querida padroeira

    Foi ali que encontrei uma brejeira

    E perdi de uma vez a inocência

    Aprendi a amar com reverência

    Seja ela coroa ou gatinha

    CONSEGUIR NAMORADA IGUAL A MINHA

    SÓ COM BÊNÇÃO, COM SORTE E PACIÊNCIA

    IV

    Do amor não se perde a caravana

    Quem almeja se tornar feliz um dia

    Conquistar uma vida de harmonia

    Na feliz capital pernambucana

    Namorando a gatinha Mariana

    Convivendo em paz, sem má querência

    Um amor pra servir de referência

    Para o filho, o neto  ou pra vizinha

    CONSEGUIR NAMORADA IGUAL A MINHA

    SÓ COM BÊNÇÃO, COM SORTE E PACIÊNCIA

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  • Este cordel fiz para lembrar do aniversário de 30 anos do meu filho do meio, Marcel.

    Marcel chega aos 30

    I

    O tempo passa depressa

    O ontem hoje é passado

    Não adianta conversa

    Ou ficar apavorado

    Temos que ter paciência

    Fazer dele referência

    Ele não fica parado

    II

    É assim que a vida segue

    Vivendo dia após dia

    E ainda tem quem  negue

    Numa vã filosofia

    Mas não adianta fugir

    Nem berrar e nem rugir

    Nem xingar que a gata mia

     III

    Marcel nasceu em Recife

    Há trinta anos atrás

    Chegou sem disse me disse

    Já parecendo um rapaz

    Foi em dezoito de março

    Recebeu um forte abraço

    Num dia branco de paz

     IV

     Quando ele era pequeno

    Já mostrava habilidade

    Pra pescar era sereno

    Tal pescador de verdade

    Com uma piaba de isca

    E enquanto o olho pisca

    Pegava peixe à vontade

     V

    Uma vez no São Francisco

    Queria pescar dourado

    Que é um peixe muito arisco

    E brabo que é um danado

    Pois quando o bicho mordeu

    O barco todo tremeu

    Não se deixou ser fisgado

     VI

    Eu lembro bem dessa história

    Aconteceu nas Pedrinhas

    Se não me falha a memória

    Bem cedo de manhanzinha

    A linha não agüentou

    O molinete emperrou

    E a vara ficou tortinha

     VII

    Um dia foram pra praia

    Passear com os guris

    Todos de baixo da saia

    Como filhote aprendiz

    Foi quando Marcel sumiu

    E a mãe dele saiu

    Pra perguntar aos garis

    VIII

    Vocês viram um galeguinho?

    Do tamanho de um pixote?

    Tava aqui desde cedinho

    Pulando e dando pinote

    Agora ele ta sumido

    Parece que está perdido

    Isso não pode ser trote

    IX

    E o tempo foi passando

    O povo desesperado

    Choravam se desmanchando

    Todo mundo apavorado

    Pois lá em Boa Viagem

    Era um ambiente selvagem

    Para se esperar parado

    X

    Ligaram então para o pai

    Que estava na empresa

    E Marcolino então vai

    Depois daquela surpresa

    Rezando pra Jesus Cristo

    Pra não passar mais por isto

    Achar o filho com certeza

     XI

    Quando chegou ao local

    O menino apareceu

    E como qualquer mortal

    Marcolino agradeceu

    Pois foi Nossa Senhora

    Que não o deixou ir embora

    E o menino devolveu

    XII

    A vida seguiu em frente

    O menino foi crescendo

    Danado de inteligente

    Estudou, foi aprendendo

    Que a tal da informática

    Era a solucionática

    Pra conquistar dividendo

    XIII

    Gostava de dirigir

    E aprendeu logo cedo

    Como um carro conduzir

    Como pilotar sem medo

    Com doze ele viajava

    De pilotar já gostava

    Pois já sabia o segredo

    XIV

    Enquanto o tempo passava

    Marcel seguiu estudando

    E se nada atrapalhava

    Também ia namorando

    Tereza ,Ana e Chiquita

    Quem sabe Maria Rita

    E mais trinta arrodeando

     XV

    E foi na vida seguindo

     Gastando o tempo sem pressa

    Que os anos foram vindo

    E só a ele interessa

    Mas agora já são trinta

    De coroa já tem pinta

    Mas ele não se estressa

    XVI

    E Marcel foi paquerando

    Até que encontrou Nara

    E acabou se apaixonando

     Por uma menina rara

    Já assumiram o noivado

    O casamento marcado

    E assim a vida não para

    XVII

    Meu filho neste momento

    Eu lhe dou meus parabéns

    Viva a vida a contento

    Amando e querendo bem

    Um beijo e um abraço forte

    Tenha sempre boa sorte

    E o melhor que a vida tem.

     

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