• Todos os dias são para os enamorados. Portanto, todo dia é dia dos namorados. Mas, na data oficial que é 12 de junho quase todo mundo festeja. Bem, aconteceu comigo uma vez de estar aqui em Natal no Aeroporto Augusto Severo esperando vôo e morava em Recife. Passei o dia dos namorados fora por força de trabalho. Mas, não deixei passar em branco. Encontrei um livro cujo nome era Pouso em Natal de uma autora chamada Stella Leonardos. Fiz os versos abaixo como oferecimento no próprio livro e foi meu presente para Ângela em 12 de junho de 1985.

    DIA DOS NAMORADOS

    Corpo ausente,

    Alma presente

    Coração ardente,

    Firme, testemunho.

    Em 12 de junho,

    Contigo eu estou,

    Presente ou ausente,

    Com você, amor.

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  • Em 2009 escrevi a primeira parte do Martelo do Fim do Mundo, baseado na hecatombe provocada pelo Katrina. Com o andar da carruagem, a revolta da mãe Terra aumentou, com vulcões das terras geladas acordando e parando o tráfego aéreo na Europa com erupções nunca vistas, terremotos em vários lugares, culminado com o do Japão com tsunamis destruidoras e afundando o país em mais de um metro. Muita gente morrendo, muita destruição e pouco aprendizado. Não se respeita a natureza e terminamos todos pagando um alto preço por isso. Vamos preservar os recursos naturais. Já é um pouco tarde, mas, antes tarde, do que nunca.

    Martelo do fim do mundo – Parte II

    I

    Quando o céu se revolta e a chuva cai

    Com a força de raios e trovões

    Como tiros de mais de mil canhões

    Uma frota de trens ou muito mais

    Destruindo e acabando tudo vai

    Sendo a água a arma dessa guerra

    Avançando com ira pela terra

    Como força sem fim da natureza

    Este mundo se acaba com certeza

    Pela água, com fogo ou pela terra.

    II

    Tsunami é o nome de uma onda

    Que por pouco não acaba com o Japão

    Trinta metros de água desde o chão

    Tão veloz que parece a super Honda

    E embora eu pergunte e não responda

    Com que força ela chega aqui na Terra

    É mortal o impacto que ela encerra

    Provocando muita dor, muita tristeza

    Este mundo se acaba com certeza

    Pela água, com fogo ou pela terra.

    III

    Quando a água vital desaparece

    E a seca se espalha pelo chão

    Mato seca se espalha de montão

    De repente a mata se aquece

    Um incêncio do nada aparece

    Avançando do mar até a serra

    Em Natal, Barcelona ou em Camberra

    Preservar é sinal de esperteza

    Este mundo se acaba com certeza

    Pela água, com fogo ou pela terra.

    Em Natal, 01 de junho de 2011

     

     

  • Na atual sociedade de consumo na maioria das vezes as pessoas medem o seu sucesso principalmente pelo que conseguem em bens materiais. Nada contra, pois sem dinheiro fica difícil obter o que se precisa para sobreviver. Entretanto, essa busca desenfreada pelo $uce$$o, quando não é coroada do êxito  que a pessoa espera, leva muita gente à frustação, decepção e o que é pior, à depressão. Por que isto acontece? Porque falta fé em si próprio. Quando você não vence a culpa não é do mundo, e talvez não seja totalmente sua. Mas a derrota só é total quando você desiste de você.

    I
    Lutar e não desistir
    Não perder a esperança
    Ter fé sempre persistir
    Que depois vem a bonança
    Ser feliz no existir
    Mantendo a perseverança
    II
    Deus em primeiro lugar
    Faz a coisa acontecer
    Mas, é preciso lutar
    Desde até o amanhecer
    É preciso pelejar
    Não desistir de crescer
    III
    Nada vem fácil na vida
    Toda conquista é suada
    Depois da seca ardida
    Sempre vem a invernada
    Após a luta renhida
    A conta fica abonada
    IV
    A força todos nós temos
    Jamais deixe arrefecer
    Pois a fé no que nós cremos
    Mostram um novo renascer
    Com um olhar novo te vemos
    Não desista de você.

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  • Volto a escrever no meu blog depois de uma pausa para concluir o meu novo livro. Foi batizado como “Conversa de Matuto”. Está saindo do forno e breve, muito breve estará disponível em papel nas livrarias e como e-book através do site. É um livro de cordel que reúne parte do que eu já publiquei em folhetos e uma parte ainda não publicada.

    Tem mais algumas novidades. Vou lançar uma página com receitas dos diversos rincões que visito por esse Brasil afora na coluna “Culinária em Verso e Prosa”.

    Vem muito mais por aí. Aguardem.

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  • Por volta dos idos de 80, constumávamos nos reunir em família às sextas-feiras e convidar alguns amigos para um joguinho de canastra. Varávamos a noite entre goles de whisky, tira-gosto e boas conversas. Um dos frequentadores assíduos da residência de um primo era um profissional de comunicações muito conhecido no Recife. Chamava-se Fernando Castelão. Ficara famoso por apresentar um dos primeiros programas de TV ao vivo no início da década de 60, o Você faz o Show. Salvo engano era na Tv Jornal do Commercio. Muito bem, Castelão era um grande contador de histórias e tinha uma verdadeira coleção de causos e casos, quase sempre temperados com muito humor e muitas vezes com versos.

    Contou certa vez, que um grupo de cidadãos já na terceira para a quarta idade, costumava se encontrar pelas manhãs na praça de Casa Forte, um bairro nobre do Recife. Reuniam-se aposentados de diversas profissões no amanhecer da capital pernambucana para caminhar e prosear, geramente falando do que já tinham feito. Ocorre que, neste mesmo horário, também costumavam frequentar a praça uma grande quantidade de secretárias do lar que tinham como primeira tarefa do dia, levar os cachorrinhos das madames para passear e descarregar no local enquanto as patroas dormiam. Eram um deleite para os velhinhos. À medida que a idade avança e a vista encurta, as mulheres ficam cada vez mais bonitas. E elas provocavam os vovôs.

    Mas, tinha uma que era especial. Morena com seus 22 anos, alta, altiva, pernas bem torneadas, um charme só. Além disso, tinha uma bunda perfeita, parecia feita à mão por um escultor talentoso. Foi demais para um juiz que também era poeta. Fez uma homenagem justíssima aos atributos da moça. Nunca soube seu nome para dar os créditos ao autor.

    ELEGIE À BUNDA

    Quando ela passa, todo mundo espia

    Não para a cara que não é formosa,

    Mas, para a bunda que é maravilhosa.

    Em bunda nunca vi tanta magia,

    Quebra, requebra, rodopia,

    Numa sensação vertiginosa.

    E deve ser assim uma bunda cor de rosa,

    Da cor do céu quando desponta o dia.

    E ela que sabe que sua bunda é boa,

    Segue faceira e rebolando à toa.

    E eu fico aqui, extasiado e mudo,

    Não pela cara que não vale nada,

    Mas pela bunda, que é o que vale tudo.

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  • Poesia 25.05.2010 1 Comment

    dsc01100-copiaUm grande amor deve ser festejado, bem tratado, bem vivido. Quem tem essa ventura de conseguir, deve agradecer e zelar por esse presente precioso. Este poema foi escrito em julho de 2000 e faz parte da minha vida com Ângela.

     

    O mar com seu verde azulado

    Em Boa Viagem testemunha o passar do tempo

    Com tantos sóis e tantas luas;

     

    Do Veleiro que sumiu, transformado em pó

    Restam as lembranças do passado

    Nem nuas, nem cruas

    Tão minhas, tão suas;

     

    E se a fronte grisalha

    Aponta as marcas do tempo,

    Julho sempre será

    Dos verdes anos da juventude

    Até a velhice que virá

    A testemunha secular

    Que nos amamos.

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  • O Natal é especialmente representativo para mim. No Natal de 2009 sofri um grande susto, pois passei mal na hora da ceia e acabei internado por três dias em um hospital. Jamais esquecerei pois tudo na vida tem um profundo significado. O que aconteceu foi um alerta, e mais do que nunca, nessas horas é que sentimos como é bom viver. Agradeço às divinas forças que me ajudaram a sair da crise e reviver. Obrigado Senhor.

    I

    Pra sentir como a vida é preciosa

    É preciso sofrer um grande susto?

    Não concordo e também não acho justo

    Caminhar por estrada tortuosa

    Pois viver de uma forma harmoniosa

    É o jeito mais sábio e dadivoso

    Existir pelo modo virtuoso

    Valoriza este dom que Deus nos deu

    Que é real para o rico e o plebeu

    Pois viver, é em si, maravilhoso

    II

    Levo a vida comigo sem temores

    Pois aceito os ditames do destino

    Ao sofrer de um mal no intestino

    No Natal padeci de muitas dores

    O vermelho pintando as outras cores

    A chegar numa forte hemorragia

    Me levando a sofrer grande agonia

    Internado naquele nosocômio

    Que me fez perder peso e patrimônio

    Pra ganhar minha carta de alforria

    III

    Ao saber o valor da assistência

    Quase volto a sofrer internamento

    Pois a conta incluindo apartamento

    Me deixou em estado de dormência

    Paciente precisa paciência

    E sentir que a vida vale mais

    Vou avante, não vou olhar pra trás

    E tentar melhorar daqui pra frente

    Evitar sentir tudo novamente

    Mas passar pela dor, não quero mais.

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  • MOTE

    Marcolino é rapaz muito garboso

    Protetor, defensor das perseguidas

    I

     O menino chegou botando banca

     Encerrando a era de quarenta

     Começou a crescer lá nos cinqüenta

     E mamou na mãe negra e na mãe branca

     Resolvendo fazer ninguém estanca

     Encontrou na mulher da sua vida

     O seu porto, seu amor, sua guarida

     Que é também o seu bem mais precioso

     Marcolino é rapaz muito garboso

     Protetor, defensor das perseguidas

    II

    Foi vivendo e forjando seus princípios

    Numa luta tenaz trabalhadeira

    Retratada de forma verdadeira

    Construída com muitos sacrifícios

    Uma história com erros, mas sem vícios

    Sob a benção da mãe compadecida

    Enfrentou sua guerra, sua lida

    Se esforçou, foi valente e corajoso

    Marcolino é rapaz muito garboso

     Protetor, defensor das perseguidas

     III

    Namorou com Maria Antonieta

    Chateou o chefão Napoleão

    Que mandou lhe prender lá no porão

    Empurrado, estocado em baioneta

    Sob o toque tristonho da corneta

    Viu chorar muitas damas desvalidas

    Condenado de forma descabida

    Num processo pra lá de duvidoso

    Marcolino é rapaz muito garboso

     Protetor, defensor das perseguidas

    IV

    Brasileiro que é bom, tempo não nega

    Os sessenta chegaram em bom momento

    Tudo em paz, sem ter dor nem sofrimento

    Vai em frente, não cai nem escorrega

    Ao amar não se rende, só se entrega

    Namorou Bernadete e Margarida

    Conheceu e gostou de dona Ida

    Num forró pé de serra bem famoso

    Marcolino é rapaz muito garboso

     Protetor, defensor das perseguidas

     

    Natal/RN, 21 de novembro de 2009

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  • Um por do sol às margens do Lago de Sobradinho na Bahia, para variar degustando uma cervejinha bem gelada num calor de trinta e poucos graus. De repente uma visão digna de um quadro de Di Cavalcanti . Uma belíssima silhueta saindo da água de vestido a sacudir os cabelos negros sobre aqueles ombros morenos. Era jovem e linda naquela rusticidade sertaneja. Por um instante cheguei a pensar que vinha em nossa direção. Ledo engano, saiu da água e sumiu. Ficaram os versos.

    I

    Flor sertaneja

    De olhar tão doce.

    Quisera que fosses

    Tão linda pra mim.

    II

    Flor sertaneja

    Teu jeito brejeiro.

    Teu riso, teu cheiro

    Eu sonho pra mim.

    III

    Flor sertaneja

    Por mais que eu procure

    Aqui e alhures

    Eu não chego ao fim.

    IV

    Flor sertaneja

    Acabou meu sonho.

    Viverei tristonho.

    Não vens para mim.

     

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  • Poesia 02.11.2009 No Comments

    Sempre lembro de Olinda com saudades. Nossa Marim dos Caetés de mar gostoso, barzinhos com aquelas agulhinhas fritas, camarões, goiamuns e aquela cervejinha muito, quase estupidamente gelada. Lembro de um amigo angolano que dizia: Ah daqui se olhar com atenção enxergo minha terra ali do outro lado desse mar. E o carnaval? Como esquecer aquelas horas maravilhosas no Bloco da Saudade subindo e descendo ladeiras no tríduo momesco? Nossa querida Olinda, tão pernambucana, de tantos artistas, de tantos valores.

    I

    Subindo a ladeira

    Revendo a saudade

    Encontro a cidade

    Tão bela e fagueira

    Olinda faceira

    De todas as artes

    Acordas no mar

    Dormes seresteira

    II 

    Eterna boêmia

    De poetas mil

    Tuas ruas retratam

    Com ar juvenil

    Aos velhos, aos jovens

    Passado ou presente

    As honras, as glórias

    Do nosso Brasil

     

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