• Poesia, Poesia Popular 31.03.2012

    Sempre mantive um relacionamento muito estreito com minhas tias, tanto por parte de pai, como por parte de mãe. Tia Ivonete é uma dessas tias-mãe que fazem parte da minha vida. Em dezembro ela fez  oitenta e um e não podia passar em branco.

    I

    Parabéns vovó Netinha

    Setenta e um completou

    Escondeu dez na caixinha

    A todo mundo enganou

    Oitenta e um é que vinha

    Pois em trinta debutou

    II

    Na terra paraibana

    Nasceu, viveu, se formou

    Como dentista bacana

    Muito dente obturou

    Trabalhou com força e gana

    Sua família criou

    III

    Sobrinha de general

    Comanda com maestria

    Como ordena o manual

    Toca a tropa e desafia

    Desde o café matinal

    Ao jantar de cada dia

    IV

    Essa mulher valorosa

    Grande filha do Brasil

    Sem jamais ser belicosa

    Enfrentou batalhas mil

    Com uma fé ardorosa

    Comandou, jamais fugiu

    V

    Nós te achamos bonita

    Amamos de coração

    Te ver sempre bem na fita

    Me enche de emoção

    Pois todo mundo acredita

    Você é nosso bastião

    VI

    Te queremos ver aos cem

    Tomando vinho do Porto

    Para quem ainda vem

    Seja reto, seja torto

    O amor que a gente tem

    Sempre vivo, jamais morto

    VII

    Pra minha tia querida

    Que eu amo com paixão

    Eu desejo muita vida

    Com amor e emoção

    Pois é a nossa guarida

    Com seu grande coração.

    Versos escritos entre uns copos de cerveja e uns nacos de um bom churrasco em 17/12/2011 na terra paraibana – João Pessoa

     

    Posted by antunios @ 02:13

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