• Viva a literatura de cordel. O reconhecimento vem chegando em altas doses, o que estimula o aparecimento de novos autores e novos leitores. A novela Cordel Encantado muito contribuiu para a divulgação dessa nossa arte tão pura. Empresas já patrocinam lançamentos e eventos. Tive a oportunidade de visitar a FENEARTE em Recife e o tema era o cordel. Aqui na CIENTEC na UFRN tinha mais de um estande com poetas e pessoas comuns recitando versos próprios ou de grandes mestres do cordel como Patativa do Assaré e Zé da Luz de saudosa memória.

    I

    Vivas aos nossos cordéis

    Que vêm do seio do povo

    Retratam no seu viés

    O fato antigo e o novo

    Desde grandes menetréis

    A matutos sem anéis

    De coração eu os louvo

    II

    O cordel conta a história

    Do cangaço e Lampião

    Não esquece na memória

    De Gonzaga do Baião

    Da coisa mais vexatória

    Da briga e da moratória

    De Dom Pedro e de Dom João

    III

    Fala de coisas picantes

    De corno de todo tipo

    Urso do pé flutuante

    Traído que sai no grito

    Desgosto com a amante

    Do ciúme avassalante

    Da lei de Chico de Brito

    IV

    Tem receita de remédio

    Para dor de cotovelo

    Para a tristeza e pro tédio

    Pra desenrolar novelo

    Para combater assédio

    Seja forte ou seja médio

    De arrepiar o cabelo

    V

    Ele ensina a namorar

    Escapar de armadilhas

    Como o patrão enrolar

    Desenrolar a partilha

    Com Frei Damião rezar

    Achar moça pra casar

    Versejar com redondilha

    Natal/RN – 30/10/2011

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  • Poesia 14.10.2011 No Comments

    O hoje não é imediato

    É um hiato entre o tempo e o momento,

    Entre o encontro e o desencontro,

    Entre o espaço e o vento.

    É a coincidência da espera

    É a coordenada do tempo.

  • Poesia 07.10.2011 No Comments

    A luta diária pela sobrevivência, nos coloca a cada instante diante dos mais variados desafios. Um dos maiores desafios que enfrentamos na lida é  gerir pessoas que, muitas vezes, não foram escolhidas por você. A competição acaba mostrando o quanto você está só, tão nú quanto o rei diante da corte. Naquele momento interpretei assim:

    Navegar na bruma solitário,

    Nos sete mares, órfão navegante,

    Enfrentar guerras, lutas e farsantes,

    Dom Quixote, moderno corsário.

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  • Poesia 07.10.2011 No Comments

    Cada filho tem sua própria maneira de amar, conviver, relacionar-se com seus pais. Marcel o meu filho do meio, na época com seis anos, sentia muito quando eu viajava. Às vezes tinha até febre. Como eu viajava muito, todos sentiam muito a minha ausência. Num desses retornos de viagem de trabalho ele estava febril. A alegria de me ver foi tanta que logo, logo ficou bom. Escrevi para ele os versos abaixo:

    Cabelo cortado com redemoinho

    Carinha travessa,

    Sou bom menininho.

    Estava dodói

    Agora sarei,

    Papai retornou

    Feliz estarei.

    Recife, 01 de junho de 1985.

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  • Poesia 07.10.2011 No Comments

    Sempre tive o hábito de registrar momentos da minha convivência no dia-a-dia. Em mesa de bar e restaurante nem se fala. Bom, muitos registros se perderam nos guardanapos da vida, mas, depois de uma busca no baú de recordações minha caríssima metade resgatou alguns escritos que aproveito para registrar no blog e compartilhar com meus leitores. No meu aniversário de 1986 foi assim:

    Mesa de bar

    Whisky com gelo

    Copos, corpos

    Muito som.

    Trinta e sete são passados

    Ano novo, a vida continua,

    Cantar, dançar

    Festejar no Chez Moi

    Com você.

    Adiante, sigamos a caminhada do destino.

    Recife, 22 de novembro de 1986.

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  • Ah, nada como um bom prato para saborear. N0 dia 03 de outubro de 1992, ou seja, há 19 anos eu estava em um restaurante italiano em Recife feliz por acabar de saborear um excelente filé a parmegiana. Não resisti e ali mesmo escrevi o seguinte:

    Filé  a parmegiana

    Macarrão com carne.

    Bife vestido a rigor

    O molho dá o sabor.

    Calorias mil

    Dieta não quis

    Estômago contente

    Assim estou feliz.

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  • Todos os dias são para os enamorados. Portanto, todo dia é dia dos namorados. Mas, na data oficial que é 12 de junho quase todo mundo festeja. Bem, aconteceu comigo uma vez de estar aqui em Natal no Aeroporto Augusto Severo esperando vôo e morava em Recife. Passei o dia dos namorados fora por força de trabalho. Mas, não deixei passar em branco. Encontrei um livro cujo nome era Pouso em Natal de uma autora chamada Stella Leonardos. Fiz os versos abaixo como oferecimento no próprio livro e foi meu presente para Ângela em 12 de junho de 1985.

    DIA DOS NAMORADOS

    Corpo ausente,

    Alma presente

    Coração ardente,

    Firme, testemunho.

    Em 12 de junho,

    Contigo eu estou,

    Presente ou ausente,

    Com você, amor.

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